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SAMBA RESISTE

Vila Tiradentes abre ensaios e mantém o samba vivo em Umuarama

Mesmo sem desfile na avenida, escola aposta na roda de samba e convida a comunidade para celebrar cultura, resistência e tradição.

Publicado em 05/02/2026 às 14:59

Integrantes da Vila Tiradentes se reúnem para o primeiro ensaio do ano, mantendo viva a tradição do samba em Umuarama. (Foto: Divulgação/Portal da Cidade de Umuarana)

O som do tamborim pode até não ecoar pela avenida neste ano, mas vai pulsar forte no coração de quem ama o Carnaval em Umuarama. A Escola de Samba Unidos da Vila Tiradentes realiza nesta quinta-feira (5), às 19h30, na sede do Cuca, no bairro Guarani, o primeiro ensaio oficial de 2026 — e o convite é para toda a comunidade.

Sem desfile há seis carnavais, a Vila mostra que o samba vai muito além da passarela. A proposta deste ano é resgatar a essência das rodas, do encontro e da união popular, mantendo viva uma tradição que atravessa gerações na cidade.

Segundo a presidente da escola, Marilza Quintino, o tão sonhado retorno à avenida não aconteceu por falta de recursos. “O desfile foi anunciado, sonhado e prometido, mas infelizmente as verbas que nos foram prometidas não foram liberadas”, explicou. Ainda assim, ela reforça que a festa não deixou de existir. “Carnaval vai ter, sim, porque o samba não parou e não vai parar.”

Com o projeto “Não deixe o samba morrer”, a escola realiza neste ano a roda “A Vila faz samba – Tributo a Armando da Silva”, fundador da agremiação. A proposta é celebrar as raízes culturais e a memória de quem construiu a história do samba em Umuarama.

O ponto alto da programação será no dia 15 de fevereiro, domingo de Carnaval, com uma grande roda de samba reunindo integrantes da escola, músicos e a comunidade. O ensaio desta noite já funciona como um aquecimento e, principalmente, como um chamado para quem quiser participar desse movimento de resistência cultural.

A realização do evento conta com uma parceria importante do Centro Umbandista Caboclo Aymore (Cuca), que cede o espaço e apoia a iniciativa. Marilza também agradeceu o suporte da Secretaria Municipal de Cultura/Fundação Cultural, especialmente do secretário Rodrigo Fernandes Pereira.

Ela destacou ainda o apoio do prefeito Fernando Scanavaca, que viabilizou recursos para a realização da roda de samba. “Sem esse apoio, não haveria roda, não haveria Carnaval. É um incentivo decisivo para mantermos viva essa tradição.”

Mais do que festa, a Vila Tiradentes reafirma que o samba é memória, identidade e resistência. E, mesmo longe da avenida, o espetáculo continua — em forma de roda, abraço e batucada compartilhada.

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