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OPERAÇÃO BEVERLY HIL

Cocaína rendia até R$ 200 mil por mês a grupo investigado em Umuarama

Polícia aponta estrutura de delivery, divisão de funções e movimentação de 2 a 4 kg de cocaína por mês; Justiça bloqueou até R$ 1,8 milhão.

Publicado em 07/10/2026 às 13:02

Operação Beverly Hills: investigação da Polícia Civil aponta que grupo movimentava até 4 kg de cocaína por mês em Umuarama e poderia obter lucro de até R$ 200 mil. A Justiça determinou ainda o bloqueio de até R$ 1,8 milhão em bens e valores. (Foto: Portal da Cidade Umuarama/Gabriel Rocha)

A Operação Beverly Hills, deflagrada nesta quarta-feira (7) em Umuarama, revelou, segundo a Polícia Civil, uma estrutura organizada para a distribuição de cocaína por meio de delivery em diferentes regiões da cidade. A investigação aponta que o grupo movimentava entre 2 e 4 quilos da droga por mês, com um lucro potencial de até R$ 200 mil mensais.

As informações foram apresentadas pelo delegado-chefe do Setor de Narcóticos da 7ª Subdivisão Policial (SDP) de Umuarama, Rodrigo Costa Azevedo Couto, durante entrevista coletiva após a operação.

A ação resultou no cumprimento de seis mandados de prisão preventiva e nove mandados de busca e apreensão, além de duas prisões em flagrante — uma por posse de munição de uso restrito e outra por tráfico de drogas — totalizando sete pessoas presas.

 Uma estrutura organizada para entregas

De acordo com o delegado, a investigação identificou uma divisão de funções dentro do grupo. Havia pessoas responsáveis pelo recebimento dos pedidos, armazenamento, fracionamento, distribuição e também pela movimentação financeira.

A droga era comercializada por meio de um sistema de entrega. Segundo a polícia, integrantes permaneciam de plantão para receber os pedidos e a organização trabalhava com uma previsão de entrega de aproximadamente 25 a 30 minutos.

O contato com os compradores, conforme a investigação, era feito por meio de um rádio de comunicação conhecido como “radinho”.

Para evitar o contato direto entre vendedores e usuários, os entorpecentes seriam deixados em pontos previamente combinados, como árvores e outros esconderijos em vias públicas. O local era posteriormente informado ao comprador por meio de fotografia.

Ainda segundo a polícia, os responsáveis pelas entregas carregavam apenas a quantidade solicitada por cada cliente.

 Atuação em diferentes regiões

A investigação aponta que o grupo não mantinha atuação concentrada em apenas uma região de Umuarama. Os mandados foram cumpridos em áreas como Parque Industrial I, Zona IV, Parque Residencial Metropolitano, região do Parque de Exposições, Jardim Itapuã, Jardim Los Angeles, Parque Bandeirantes, Zona I e Jardim Estância II.

O delegado destacou que, segundo os elementos reunidos na investigação, as entregas alcançavam diferentes regiões e públicos da cidade.

A polícia afirma ainda que o grupo atuava exclusivamente com cocaína. Como a suposta líder não teria contato direto com a droga, as grandes apreensões do entorpecente não ocorreram durante a operação.

Justiça bloqueia até R$ 1,8 milhão

Além das medidas contra os investigados, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 1,8 milhão em contas bancárias vinculadas aos integrantes da organização.

Também foram apreendidos um veículo relacionado ao casal apontado pela polícia como liderança do grupo e outros bens foram alvo de bloqueio ou indisponibilidade, incluindo imóvel e veículos relacionados aos demais investigados.

A medida busca atingir o patrimônio que, conforme a investigação, poderia estar relacionado à atividade criminosa.

 Influenciadora é apontada como líder

Uma mulher que atua como influenciadora digital é apontada pela Polícia Civil como uma das principais responsáveis pelo grupo. Segundo o delegado, ela possuía cerca de 10 mil seguidores até a véspera da operação.

A investigação também identificou que ela utilizava as redes sociais para comercializar perfumes, cosméticos, patinetes elétricos e outros produtos trazidos do Paraguai.

Segundo a polícia, esse comércio teria funcionado paralelamente à atividade investigada como uma espécie de fachada. Durante as diligências, os investigadores teriam constatado que parte dos produtos não possuía documentação fiscal.

O material apreendido relacionado a essa atividade deverá ser encaminhado à Receita Federal, e a apuração sobre essa possível irregularidade seguirá em outra frente investigativa.

 Casal já era conhecido dos investigadores

Ainda conforme o delegado, o grupo já vinha sendo alvo de denúncias anônimas e de outras investigações.

A polícia aponta que o marido da mulher investigada também teria envolvimento com o tráfico e cumpriu pena após ser preso, em 2022, com uma quantidade considerada significativa de cocaína. Segundo a investigação, ele teria deixado a prisão há cerca de três meses.

A suspeita dos investigadores é de que, após a saída dele do sistema prisional, o casal teria dividido novamente as funções: ele ficaria ligado à atividade de tráfico, enquanto ela manteria a atuação no comércio de produtos importados.

A participação individual de cada investigado e os demais elementos encontrados durante a operação ainda serão analisados pela Polícia Civil.


Fonte: Portal da Cidade Cruzeiro do Oeste

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