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OPERAÇÃO PESO

PF mira esquema ilegal de medicamentos para emagrecimento no país

Operação cumpre 45 mandados e fiscaliza empresas em 11 estados; Umuarama está entre os alvos no Paraná.

Publicado em 07/04/2026 às 13:51

Operação Heavy Pen combate esquema nacional de medicamentos ilegais para emagrecimento e cumpre mandados em Umuarama e outras cidades. (Foto: Divulgação)

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (7) a Operação Heavy Pen, uma ampla ação nacional voltada ao combate à entrada irregular, produção clandestina e comercialização ilegal de medicamentos voltados ao emagrecimento.

Com apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a operação cumpre 45 mandados de busca e apreensão e realiza 24 ações de fiscalização em onze estados brasileiros. No Paraná, cidades como Umuarama, Curitiba, Londrina e Ponta Grossa estão entre os alvos da investigação.

O foco da ofensiva são grupos suspeitos de atuar em toda a cadeia ilegal desses produtos — desde a importação fraudulenta até a distribuição e venda de substâncias injetáveis sem controle sanitário. Entre os principais alvos estão medicamentos à base de semaglutida e tirzepatida, amplamente utilizados em tratamentos contra obesidade, além da retatrutida, que ainda não possui autorização para comercialização no Brasil.

Durante as diligências, equipes também fiscalizam clínicas estéticas, laboratórios de manipulação e empresas que atuam à margem da regulamentação, com produção e comercialização de medicamentos de origem desconhecida ou sem registro.

Os materiais apreendidos devem fortalecer investigações em andamento. As condutas apuradas podem configurar crimes como falsificação de medicamentos, comércio irregular e até contrabando.

Os números chamam atenção: as apreensões de medicamentos emagrecedores dispararam nos últimos anos. Foram 609 unidades apreendidas em 2024, saltando para 60.787 em 2025. Apenas nos três primeiros meses de 2026, já são 54.577 unidades retiradas de circulação.

A operação acende um alerta importante sobre os riscos à saúde pública e reforça a necessidade de consumir medicamentos apenas com prescrição e procedência garantida.

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