Fevereiro é marcado pela cor laranja, símbolo da mobilização nacional de conscientização sobre a leucemia, um dos cânceres mais incidentes no mundo. Diferente de tumores sólidos, a doença se desenvolve no sangue, o que exige atenção redobrada aos sinais do organismo e rapidez na busca por avaliação médica.
A leucemia tem origem na medula óssea, responsável pela produção das células sanguíneas. Alterações genéticas fazem com que glóbulos brancos se multipliquem de forma descontrolada, comprometendo a produção de células saudáveis e enfraquecendo o sistema imunológico. O resultado é um organismo mais vulnerável a infecções e com menor capacidade de transportar oxigênio.
A evolução pode variar. Nos casos agudos, a doença avança rapidamente e costuma apresentar sintomas mais intensos. Já nas formas crônicas, o avanço é lento e, muitas vezes, silencioso no início. Entre os sinais mais comuns estão cansaço excessivo, palidez, falta de ar, infecções repetidas, febre, manchas roxas, sangramentos, ínguas e dores nos ossos.
Segundo o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, não existe uma forma comprovada de prevenir a doença. Ele ressalta que observar mudanças no corpo, manter hábitos saudáveis e procurar atendimento médico ao surgirem sintomas são atitudes fundamentais para evitar o agravamento do quadro.
O tratamento é disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde. O atendimento começa pela Unidade Básica de Saúde, que realiza exames iniciais e encaminha o paciente para centros especializados. Dependendo do caso, as terapias podem incluir quimioterapia, imunoterapia e transplante de medula óssea.
A campanha Fevereiro Laranja busca justamente ampliar o acesso à informação e incentivar que mais pessoas reconheçam os sinais precoces, aumentando as chances de diagnóstico rápido e tratamento eficaz.