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SAÚDE AVANÇADA

Paraná passa a oferecer implante contraceptivo pelo SUS e Umuarama é incluída

Implante de etonogestrel, antes disponível só na rede privada, agora integra o SUS.

Publicado em 26/11/2025 às 16:10
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Implante de etonogestrel passa a ser disponibilizado gratuitamente pelo SUS; Umuarama integra a primeira fase da oferta. (Foto: SESA)

A política de saúde reprodutiva do Paraná deu um salto importante nesta semana. O Estado iniciou a oferta gratuita do implante subdérmico contraceptivo de etonogestrel — tecnologia que, até então, só podia ser acessada na rede privada com valores entre R$ 2 mil e R$ 4 mil. Com a ampliação, Umuarama está entre os municípios contemplados na primeira fase da distribuição.

Conhecido comercialmente como Implanon NXT, o método passa a integrar oficialmente o catálogo de contraceptivos disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O dispositivo é considerado um contraceptivo reversível de longa duração (LARC), com eficácia de até três anos e retorno rápido da fertilidade após a remoção. Ele é indicado, conforme critérios do Ministério da Saúde, para adolescentes e mulheres em idade reprodutiva que se enquadrem nos requisitos clínicos de elegibilidade.

Para viabilizar o uso seguro da tecnologia, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), em parceria com o Ministério da Saúde, iniciou nesta terça-feira (25) a capacitação de profissionais dos 38 municípios selecionados como referência nas 22 Regionais de Saúde. Essas equipes serão responsáveis pela inserção do implante e pelo acompanhamento das pacientes atendidas.

O Paraná recebeu 25.620 unidades do dispositivo, já distribuídas aos municípios participantes da primeira etapa. Neste momento, a oferta contempla cidades com mais de 50 mil habitantes, seguindo diretrizes federais de implantação gradual. A expectativa é de que, no próximo semestre, o método esteja disponível em todas as regionais do estado, ampliando o alcance e fortalecendo o planejamento familiar na atenção básica.

O novo implante se soma às opções já oferecidas pelo SUS — como DIU de cobre, pílulas, injetáveis, preservativos, laqueadura e vasectomia — reforçando o compromisso com a autonomia reprodutiva e com a ampliação do acesso a métodos seguros e eficazes para mulheres em todo o Paraná.

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