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Reflexões de Elena

Nova Crônica: A oração que venceu um bode, uma galinha... e o próprio coração!

Na nova crônica, Elena Olga revive sua infância marcada por uma fé inocente, conflitos com animais e um amor inabalável pela avó

Publicado em 10/06/2025 às 16:51
Atualizado em

Bode e galinha foram obstáculos, mas foi a fé que guiou Elena de volta ao colo da avó. (Foto: Ilustrativa)

"Eu jurei que aqueles dois eu ia ter que matar." Com essa frase que mistura desabafo e memória, a cruzeirense Elena Olga, que hoje vive em Boston (EUA), nos conduz a mais uma viagem intensa e sensível pela infância, na coluna “Reflexões de Elena”.

Elena Olga de Moura Rodrigues/ Bacharel em Literatuta/ Boston, EUA

Reflexões de Elena

Eis a origem da minha Fé!

Elena Olga de Moura Rodrigues/ Bacharel em Literatuta/ Boston, EUA


Oração de Fé


Você quando era criança, já se sentiu ameaçada por alguém que tirou a sua Paz?

Eu já!
Quando eu tinha 8 anos um bode e uma galinha garnizé tiraram a minha Paz!
Foi maldade que me fizeram pra me afastar da minha Avó...
Foi coisa de Satanás só pra nós nos separar...
Porque fiquei bastante tempo sem poder ir no Casão...
Eu tinha tanta raiva que me Ardia o coração...
Eu jurei que aqueles 2 eu ia ter que matar.

Porque eu desejava estar com a Vovó e o bode não me deixava...
Ele me via chegando e já me expulsava, porque a ele não gostava de me Ver com a Vovó e de perto Dela ele me ia tirando... Me fazia voltar pra casa... Depois eu já ia tramando com muita tristeza de pensar em não ter Paz nem Sossêgo.
Jurei Matar aquele bode com um pedaço de Pelêgo que o Vovô tinha guardado...
Se passaram muitos dias...
Eu só estava sofrendo, Vovó eu tava perdendo por um miserável de um bode...
De longe eu o observava e só pensava comigo que aquele bode eu matava... Sozinha eu sofria...
Vovó me esquecia!
Já não gostava de Mim!
Vovó nem lembra que eu existo...
Eu tenho que acabar com isso...
Me ajuda Meu Deus do Céu!

Eu nunca matei ninguém não!
Mas desejo de coração que esse bode desapareça,
Tô ficando ruim da cabeça por causa desse bode, eu já não tenho Paz.
Esse bode é o Satanás tira de perto de mim!
Eu já tinha esse problema que me fazia chorar...
Alguém com uma galinha fez minha vida piorar...
A galinha era pequena, pequena muito malvada.
Se eu chegava perto da Vovó a galinha me picava.
Então orei com força pra matar também a galinha garnizé que quando me via saía pra picar meu pé, como eu a odiava.
Então bolei na minha mente de criança forte na oração, com a ajuda de uma colher jurei matar a galinha garnizé e o bode eles eram para mim a tentação que me fazia sofrer. Não é justo! Vovó é só minha! Não vou perder para um bode nem para uma galinha... O que Eu Vivia com a Vovó Sozinha! Antes eu tinha um Viver, Minha Vovó Eu não vou perder.

Então eu orei assim: Faz Deus que a galinha garnizé desapareça e o bode também que eu prometo que vou ser Obediente, Observadora, Caridosa, Fiel, como eu fui pra Ela e Ela pra mim. Vovó fez o mesmo que fez Deus Maria em mim também iguais Elas me amaram iguais Elas se sentiram que eu As Amava como Elas me Amavam A mim,
Também prometi que eu desfrutaria para não perder a Paz nunca mais tira da minha Vida esses 2 satanás...
Eu orei com tanta força Perto da Porta do Centro e não demorou muito tempo se ouviu lá no Casão que a galinha garnizé morreu no asfalto!
Eu exclamei com força! Um já foi! Alegrou meu coração para a Casa da Vovó na mesma hora eu queria voltar... Mas ainda faltava o bode que tinha que desaparecer para eu poder viver. Nós dois lá não cabia.
A Vovó era só minha Eu ia a recuperar.
Sem querer a Tia Fiinha, minha Amada Tia Clarice que também está em mim.
A tia sem querer me ajudou!
Sim! Sem querer me ajudou a Tia Fiinha! Deixou o Portão aberto e o bode, aquele maldito bode fugiu pra sempre ele sumiu.
Eu sei que foi a minha oração forte que não o feriu de morte fez ele desaparecer.
Eu prometi e vou cumprir...
Jurei pra sempre Amar minha Vovó! Ela chorava pela galinha garnizé e pelo bode que era pior que a mulher que morava no mesmo quintal! Para ela tudo era mal...
Bom era só o que ela fazia...
Credo em Cruz Ave Maria!

Tem gente que não alcançamos a conhecer...
Só talvez quando morrer vai reconhecer seu pecado.
Satanás está derrotado só bobo que nele crê!!!!


Elena Olga, cruzeirense e autora do Editorial "Reflexões de Elena"


Imagem do quintal da Casa onde Elena viveu sua infância


Sebastiana, Avó de Elena, sorridente



Fotos do jardim de Elena Olga, em Boston (EUA), no qual ela se inspira


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