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CERCO AO CRIME

Operação Kriptonita mira esquema de furtos de Hilux

Polícia Civil cumpre mandados em quatro cidades para desarticular grupo suspeito de furtar caminhonetes de luxo e enviá-las ao Paraguai.

Publicado em 28/10/2026 às 12:53

Polícia Civil do Paraná deflagra a Operação Kriptonita para cumprir mandados contra grupo suspeito de furtar caminhonetes de luxo em quatro municípios. A ação conta com apoio da Polícia Militar e da Força Nacional. (Foto: Divulgação/PCPR)

Uma investigação que aponta para uma estrutura criminosa organizada, atuação interestadual e possível destino internacional para veículos furtados mobiliza as forças de segurança do Paraná nesta quarta-feira (28). Batizada de Operação Kriptonita, a ofensiva da Polícia Civil busca desarticular um grupo suspeito de furtar caminhonetes de luxo, principalmente Toyota Hilux, e encaminhá-las para receptação no Paraguai.

Deflagrada na manhã desta quarta-feira, a operação é coordenada pelo Setor de Crimes Patrimoniais do Grupo de Diligências Especiais (GDE) da 7ª Subdivisão Policial (SDP) de Umuarama, com apoio da Polícia Militar do Paraná e da Força Nacional de Segurança Pública.

A ação prevê o cumprimento de 20 ordens judiciais, distribuídas entre sete mandados de prisão preventiva, dois de apreensão e internação provisória de adolescentes e 11 de busca e apreensão domiciliar. As diligências ocorrem simultaneamente em Umuarama, Alto Piquiri, Guaíra e Perobal.

Umuarama no centro das investigações

Segundo a Polícia Civil do Paraná (PCPR), o grupo seria comandado a partir de Umuarama por um homem conhecido pelo apelido de “Forte”. Conforme os investigadores, ele possui extensa ficha criminal e um mandado de prisão em aberto, expedido por uma vara de execução penal do Rio de Janeiro, em decorrência de condenação por tráfico de drogas.

A investigação também atribui ao suspeito uma possível participação na fuga violenta de presos da cadeia pública de Assis Chateaubriand, em 2025. Na ocasião, conforme o relato policial, agentes penitenciários teriam sido rendidos e mantidos como reféns, enquanto os envolvidos fugiram utilizando viaturas do sistema prisional e armas retiradas da unidade.

As informações fazem parte das apurações policiais e deverão ser consideradas no contexto das investigações em andamento.

Como funcionaria o esquema

De acordo com a PCPR, a organização criminosa teria uma divisão de tarefas entre integrantes de Umuarama e de outros municípios da região. O esquema também envolveria criminosos recrutados em Joinville, Santa Catarina, que se deslocariam para o Paraná com despesas de transporte, combustível e aluguel de imóveis custeadas pelo suposto líder.

Outro ponto identificado pelos investigadores é a participação de adolescentes. Eles seriam utilizados na chamada “roletagem”, prática que consiste em observar a rotina e identificar possíveis vítimas vulneráveis, além de atuar na condução das caminhonetes furtadas.

Após os crimes, os veículos seriam transportados em alta velocidade por rodovias estaduais e federais até a região de fronteira, de onde seguiriam para receptação no Paraguai, segundo a linha investigativa.

Ainda conforme a Polícia Civil, o suposto líder promoveria confraternizações e churrascos em chácaras de lazer para comemorar os furtos e incentivar a participação dos integrantes.

O que a polícia procura nas buscas?

As equipes estão mobilizadas para localizar materiais que possam esclarecer como os veículos eram subtraídos, preparados e transportados. Entre os itens procurados estão:

Equipamentos eletrônicos para acesso e programação de chaves automotivas;

Módulos de ignição e ferramentas para arrombamento;

Placas clonadas;

Armas de fogo;

Dinheiro e dispositivos eletrônicos.

A apreensão desses materiais poderá ajudar os investigadores a reconstruir a dinâmica dos crimes, identificar outros suspeitos e reunir elementos para aprofundar as apurações.

Quais crimes são investigados?

Os envolvidos são investigados, em tese, por organização criminosa armada e transnacional, furto qualificado, fraude eletrônica, transporte de veículos para outro estado ou para o exterior, corrupção de menores e lavagem de dinheiro.

A investigação considera dispositivos da Lei de Organizações Criminosas (Lei nº 12.850/2013), do Código Penal, do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e da Lei de Lavagem de Dinheiro (Lei nº 9.613/1998).

Investigação segue em andamento

A Operação Kriptonita continua em andamento, e os resultados das diligências ainda deverão ser consolidados pela autoridade policial. Até a divulgação de novas informações, não há, no material informado, um balanço definitivo sobre prisões efetivadas, apreensões realizadas ou eventuais novos desdobramentos.

A expectativa é que os materiais recolhidos durante as buscas contribuam para esclarecer a extensão da atuação do grupo e a possível participação de outros envolvidos na cadeia de furtos e destinação dos veículos.

Fonte: Portal da Cidade Cruzeiro do Oeste

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