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OPERAÇÃO

PF mira esquema de R$ 89,7 milhões ligado ao narcotráfico

Operação Fratres cumpre cinco mandados de busca e dois de prisão preventiva; investigação aponta uso de empresas e negócios para lavar dinheiro.

Publicado em 29/09/2026 às 08:27

A Polícia Federal deflagrou a Operação Fratres, em Guaíra, contra um esquema suspeito de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico internacional de drogas e armas. Segundo a investigação, mais de R$ 89,79 milhões foram movimentados desde 2019. (Foto: Divulgação/Policia Federal)

A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira (28) a Operação Fratres, em Guaíra, no Oeste do Paraná, para desarticular uma estrutura suspeita de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas e armas. A ação conta com apoio da Receita Federal.

Ao todo, estão sendo cumpridos cinco mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva. A Justiça Federal também determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados. As medidas foram autorizadas pela 1ª Vara Federal de Umuarama.

A investigação começou na Delegacia da Polícia Federal em Guaíra a partir de diligências relacionadas à Operação Transloading, que havia desarticulado parte da estrutura logística utilizada para transportar drogas da região de fronteira para outras partes do país.

Naquela operação, 10 caminhoneiros foram presos em cinco estados, além da apreensão de aproximadamente 3 toneladas de maconha e cocaína.

Com o avanço das investigações, os agentes identificaram indícios da atuação de uma organização criminosa transnacional, com conexões entre o Paraguai, a Bolívia, o Nordeste brasileiro e a região de fronteira do Paraná.

Empresas teriam sido usadas para ocultar recursos

Segundo a Polícia Federal, o grupo investigado utilizava empresas de fachada, empresas em funcionamento e negócios simulados envolvendo imóveis, veículos e atividades de transporte e logística.

A estratégia, conforme a investigação, teria como finalidade ocultar e dissimular a origem de recursos supostamente obtidos com atividades ilícitas.

Análises financeiras, patrimoniais e fiscais realizadas durante a apuração identificaram movimentações superiores a R$ 89,79 milhões, considerando créditos e débitos registrados desde 2019.

Os investigadores também apontaram a utilização de diferentes empresas para dispersar os valores e dificultar o rastreamento da origem dos recursos.

Patrimônio de luxo é alvo de bloqueios

Entre os bens atingidos pelas medidas judiciais estão contas bancárias, imóveis residenciais e comerciais, veículos de luxo e embarcações.

De acordo com a PF, os bloqueios buscam restringir a disponibilidade de patrimônio que possa estar relacionado às atividades investigadas, além de garantir eventual ressarcimento de danos e a perda de possíveis proveitos ilícitos em favor do Estado.

A investigação continua para esclarecer a participação de cada envolvido e dimensionar toda a estrutura financeira que teria sido utilizada pela organização.

Fonte: Portal da Cidade Cruzeiro do Oeste

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