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INVESTIGAÇÃO

Polícia apura denúncias contra advogada suspeita de golpes

Pelo menos 14 boletins de ocorrência foram registrados em 2026; investigada nega intenção de aplicar golpes e atribui dívidas à crise financeira.

Publicado em 24/07/2026 às 15:14

A Polícia Civil de Umuarama investiga denúncias contra uma advogada suspeita de aplicar golpes financeiros. Até o momento, 14 boletins de ocorrência foram registrados, e as apurações seguem sob sigilo. (Foto: Portal da Cidade Umuarama/Gabriel Rocha)

A Polícia Civil de Umuarama investiga uma advogada suspeita de aplicar golpes que teriam causado prejuízos financeiros a dezenas de moradores do município. Até o momento, 14 boletins de ocorrência foram registrados contra a profissional, todos formalizados ao longo de 2026.

Segundo as investigações, as denúncias envolvem diferentes tipos de negociações financeiras, como compra de cheques, empréstimos não quitados e acordos informais que teriam resultado em prejuízos de alto valor. Entre as supostas vítimas estariam, inclusive, pessoas próximas à investigada, como amigos e familiares.

Durante um dos procedimentos em andamento, a advogada foi ouvida pela Polícia Civil. Em depoimento, ela negou ter agido com a intenção de cometer estelionato ou aplicar golpes. Afirmou que enfrenta graves dificuldades financeiras, reconheceu a existência das dívidas e disse estar buscando formas de quitar os débitos gradativamente. Também negou estar ocultando bens ou planejando deixar o país.

A Polícia Civil destacou que a versão apresentada pela investigada faz parte do direito de defesa e será confrontada com os depoimentos das vítimas, documentos e demais provas reunidas ao longo da investigação.

Em relação ao caso, a subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Umuarama informou que não irá se manifestar neste momento. Conforme a entidade, embora a investigada seja inscrita na Ordem, os fatos apurados não teriam relação direta com o exercício da advocacia.

As diligências seguem em andamento para identificar a extensão dos prejuízos, reunir novas provas e esclarecer a participação dos envolvidos. Por conta do sigilo das investigações, a Polícia Civil não divulgou outros detalhes, e o inquérito ainda não tem prazo para ser concluído.

Fonte: Portal da Cidade Cruzeiro do Oeste