Portal da Cidade Cruzeiro do Oeste

TRABALHO ESCRAVO

Operação resgata 18 paraguaios em condições análogas à escravidão

Ação do Ministério Público do Trabalho, com apoio do BPFron, identificou trabalhadores explorados em lavouras de mandioca; empregador foi preso.

Publicado em 10/07/2026 às 09:44

Operação do MPT, com apoio do BPFron, resgatou 18 trabalhadores paraguaios explorados em lavouras de mandioca. O caso é investigado pela Polícia Federal. (Foto: Divulgação/MPT)

Operação resgata trabalhadores explorados e revela condições degradantes na região de Umuarama

Uma operação realizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), com apoio do Batalhão de Polícia Militar de Fronteira (BPFron), resgatou 18 trabalhadores paraguaios, entre eles dois adolescentes, que viviam em condições análogas à escravidão. A ação ocorreu na última segunda-feira (6), em uma propriedade rural no município de Ivaté.

Segundo as investigações, o grupo era submetido ao trabalho de arranque de mandioca e havia sido trazido ao Brasil por um homem, também paraguaio. O custo da viagem era descontado diretamente dos salários, aumentando ainda mais a situação de exploração.

Os trabalhadores moravam em duas residências precárias em Tapira, onde enfrentavam condições degradantes. Dormiam em colchões sujos, tinham alimentação limitada e ainda precisavam arcar com os custos de água e energia elétrica, que também eram descontados dos pagamentos. Além disso, todos exerciam as atividades sem qualquer registro formal.

Após o resgate, o grupo foi encaminhado para Umuarama, onde recebeu acolhimento em uma casa de apoio e assistência do Ministério Público do Trabalho. Na terça-feira (7), audiências garantiram o retorno seguro dos trabalhadores ao Paraguai.

O empregador responsável pela contratação foi detido durante a operação e encaminhado à Polícia Federal, que dará continuidade às investigações.

O caso reforça a importância das fiscalizações no combate ao trabalho escravo contemporâneo e à exploração de trabalhadores vulneráveis, especialmente em áreas rurais da região.

Fonte: Portal da Cidade Cruzeiro do Oeste