GOLPE
IA e processos reais são usados para aplicar golpes mais convincentes
25º BPM alerta que criminosos cruzam dados públicos, usam spoofing e até processos judiciais reais para enganar vítimas.
Publicado em 11/09/2026 às 08:32
Os golpes digitais estão ficando cada vez mais sofisticados. O alerta é do 25º Batalhão de Polícia Militar (25º BPM), que chama a atenção para o uso de inteligência artificial (IA), dados públicos e técnicas de falsificação de chamadas para tornar as fraudes mais convincentes.
Segundo a corporação, os criminosos já não dependem apenas de mensagens genéricas. Eles pesquisam informações sobre as vítimas, cruzam dados disponíveis publicamente e utilizam tecnologia para construir abordagens personalizadas.
Até processos judiciais reais entram na estratégia
Uma das modalidades envolve criminosos que se passam por advogados, servidores da Justiça ou até juízes. Eles consultam processos judiciais públicos e entram em contato com pessoas que realmente estão envolvidas nas ações.
Com informações verdadeiras em mãos, os golpistas afirmam que houve a liberação de indenizações, precatórios ou outros valores. Depois, solicitam pagamentos via Pix sob a justificativa de custas, taxas ou despesas necessárias para liberar o dinheiro.
O fato de o criminoso saber detalhes reais do processo não significa que o contato seja verdadeiro.
Cuidado com o número que aparece na tela
O 25º BPM também alerta para o spoofing, técnica que permite mascarar o número de origem de uma ligação.
Na prática, o telefone exibido pode parecer pertencer a um banco, escritório de advocacia, fórum ou órgão público. Por isso, conferir apenas o número que aparece na tela não é suficiente para confirmar a identidade de quem está ligando.
“Troquei de número” também pode ser golpe
Outra estratégia comum ocorre por aplicativos de mensagens. O criminoso utiliza foto e informações de um familiar e afirma que está usando um novo número. Em seguida, inventa uma emergência e pede dinheiro.
Também estão entre os alertas os sites clonados, links maliciosos e anúncios falsos, utilizados para roubar senhas e outros dados ou atrair vítimas com produtos anunciados por preços muito abaixo do mercado.
Desligar pode ser a melhor resposta
Diante de uma cobrança urgente, pedido de Pix ou promessa de liberação de dinheiro, a orientação da Polícia Militar é interromper o contato e confirmar a informação por outro canal.
Se alguém se apresentar como advogado, por exemplo, procure o profissional utilizando um telefone que você já possuía anteriormente, e não o número fornecido durante a ligação ou mensagem suspeita.
Antes de confirmar um Pix, confira também nome completo e CPF ou CNPJ do destinatário exibidos pelo aplicativo bancário.
A PM reforça ainda que bancos não solicitam senhas, códigos recebidos por SMS ou transferências para “Pix de teste” como condição para realizar procedimentos ou estornos.
Caiu no golpe? Agilidade pode fazer diferença
Quem perceber que foi vítima deve procurar o banco o mais rápido possível. A instituição poderá avaliar o acionamento do Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Pix e tentar bloquear ou recuperar os valores.
Também é fundamental guardar todas as provas: conversas, áudios, capturas de tela, comprovantes de transferência e números utilizados pelos criminosos.
Por fim, a vítima deve registrar um Boletim de Ocorrência pela Delegacia Eletrônica da Polícia Civil ou presencialmente na unidade policial mais próxima.
Fonte: Portal da Cidade Cruzeiro do Oeste
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