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INVESTIGAÇÃO FEDERAL

PF mira lavagem de dinheiro e cumpre mandado em Umuarama

Segunda fase da operação investiga financiadores de fábrica clandestina de cigarros e cumpre ordens judiciais em cinco estados.

Publicado em 25/08/2026 às 12:43

Mandado de busca e apreensão foi cumprido pela Polícia Federal em Umuarama durante a segunda fase da Operação Chrysós. (Foto: Policia Federal)

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (25) a segunda fase da Operação Chrysós, que busca avançar no desmantelamento de uma organização criminosa transnacional ligada à produção clandestina de cigarros falsificados. Entre os alvos da operação está um endereço em Umuarama, onde foi cumprido mandado de busca e apreensão.

A primeira fase da investigação foi deflagrada em julho de 2025, quando a Polícia Federal desarticulou uma fábrica clandestina de cigarros falsificados em Ourinhos (SP).

Agora, as investigações avançam sobre a estrutura que, segundo a PF, seria responsável pelo financiamento e pela manutenção das atividades criminosas.

Financiadores e lavagem de dinheiro

De acordo com a Polícia Federal, a nova etapa tem como principais objetivos identificar e responsabilizar os financiadores do esquema, desarticular o núcleo responsável pela lavagem de dinheiro e localizar o suposto líder da organização criminosa.

A operação foi autorizada pela Justiça Federal de Guaíra, que determinou o cumprimento de oito mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão domiciliar.

As ordens judiciais são cumpridas em municípios de cinco estados brasileiros.

No Paraná, os alvos estão em Guaíra, Umuarama, Cascavel e Londrina. A operação também ocorre em Mundo Novo (MS) e Barueri (SP).

Bloqueio de patrimônio

Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o sequestro de bens móveis e imóveis pertencentes a 16 pessoas físicas e jurídicas investigadas.

Entre os patrimônios alcançados pela medida está um imóvel localizado em Itapema, em Santa Catarina. Veículos encontrados na posse dos investigados também são alvo das medidas judiciais.

A decisão prevê ainda o cancelamento de um CPF e de sete CNPJs apontados como vinculados ao esquema investigado.

A segunda fase da Chrysós amplia o foco da investigação: além da estrutura diretamente ligada à fabricação clandestina, a Polícia Federal busca atingir quem teria financiado, movimentado e dado suporte financeiro à organização.

Fonte: Portal da Cidade Cruzeiro do Oeste

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