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OPERAÇÃO

Gaeco deflagra operação para investigar crimes sexuais contra menores

Ação apura suspeitas envolvendo ao menos 16 vítimas e cumpre mandados de busca e prisão em Xambrê, no Noroeste do Paraná.

Publicado em 11/09/2026 às 09:13

A Operação Gomorra foi deflagrada nesta sexta-feira (11) pelo Gaeco e pela Polícia Civil em Xambrê. A investigação apura, em tese, crimes sexuais contra crianças e adolescentes e aponta ao menos 16 possíveis vítimas. (Foto: Reprodução/Internet)

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), por meio do Núcleo de Umuarama, deflagrou nesta sexta-feira (11) a Operação Gomorra, em conjunto com a Polícia Civil, por meio da 7ª Subdivisão Policial de Umuarama.

A investigação apura, em tese, a ocorrência de crimes sexuais contra crianças e adolescentes em Xambrê, incluindo suspeitas de exploração sexual, importunação sexual e produção e armazenamento de material relacionado à violência sexual envolvendo menores de idade.

 Mandados foram cumpridos

Durante a operação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, dois mandados de busca pessoal e dois mandados de prisão preventiva. Todas as medidas foram realizadas em Xambrê e autorizadas pelo Juízo de Garantias do município.

As equipes apreenderam documentos, anotações e aparelhos celulares, que deverão passar por perícia e análise para auxiliar no avanço das investigações.

Além disso, uma pessoa foi presa em flagrante por posse ilegal de munições durante o cumprimento das diligências.

Investigação começou a partir de outra operação

De acordo com o Ministério Público do Paraná, a investigação da Operação Gomorra teve origem em provas encontradas durante a Operação Res Privata, deflagrada em 4 de março de 2026.

A análise desse material teria levado os investigadores a identificar, em tese, a participação do presidente da Câmara Municipal de Xambrê e do secretário municipal de Cultura nos crimes investigados.

Segundo o Gaeco, as suspeitas teriam atingido ao menos 16 vítimas.

 Apuração ainda está em andamento

Os materiais recolhidos durante a operação serão submetidos a perícia. O conteúdo deverá ser analisado pelas autoridades para esclarecer a dinâmica dos fatos e verificar a extensão das suspeitas.

Até a publicação desta matéria, o Ministério Público do Paraná não havia informado prazo para conclusão das perícias nem eventual oferecimento de denúncia formal contra os investigados.

As acusações ainda estão sob investigação e deverão ser analisadas no decorrer do processo judicial.

Fonte: Portal da Cidade Cruzeiro do Oeste

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